A tecnologia ajuda ou atrapalha o desenvolvimento dos nossos filhos?

 

Hoje em dia estamos o tempo todo conectados. Seja marcando na agenda do celular o lembrete de uma ida ao médico, ou pesquisando uma receita diferente na cozinha, a internet está aí para nos ajudar, e com a tecnologia disponível, as informações estão em qualquer lugar.

Meus filhos veem o mundo de um jeito totalmente diferente de quando eu tinha a idade deles. As preocupações que meus pais tiveram comigo são, muitas vezes, totalmente diferentes daquelas que tenho com meus pequenos.

Às vezes, minha esposa e eu debatemos até que ponto devemos usar a tecnologia na educação dos nossos filhos. Será que os estamos deixando presos demais em casa, no computador, no tablet ou celular? Ou será que os estamos privando de terem acesso à tecnologia, fazendo com que se tornem mulheres ou homens das cavernas, prejudicando o aprendizado?

A criança deve, sim, ter acesso à inovação. O mundo é totalmente diferente de quando éramos crianças (eu falando como pai) e não posso pensar que porque meus pais me tratavam de uma forma, vou fazer igual para meus filhos, pois, obviamente, nem tudo que foi bom para mim anos atrás será bom para eles hoje.

Tenho, no meu smartphone, aplicativos e jogos desenvolvidos para auxiliar o aprendizado. Sempre que posso, passo um tempo de qualidade jogando com eles, tanto para brincar e entreter, quanto para saber se o que eles estão consumindo é mesmo adequado para eles.

Mesmo com todos os benefícios que a tecnologia pode nos trazer, sempre incentivo que eles brinquem de boneca, carrinho, pega-pega, esconde-esconde, joguem bola, e quase sempre estou no meio das brincadeiras.

Mais importante do que controlar o que os filhos fazem com ou sem tecnologia, é participar da vida deles, brincando e usando aquilo que a tecnologia tem a oferecer.

Quando eles crescerem, quero que se lembrem que enquanto brincavam, fosse no computador, tablet, celular, assistindo televisão, ou brincando de boneca, carrinho, pega-pega, esconde-esconde, jogando bola, tinham sempre o pai – no caso, eu – junto deles.

*Renato Jr é desenvolvedor da Espiral Interativa.