Faça o bem pelas redes sociais também

Ilustração de uma mulher olhando para o celular. Dele, sai um balão de diálogo com um coração.

Por Cris Marques*

Eu comecei a usar as redes sociais muito antes de trabalhar nessa área. Era a época de efervescência do Orkut, Fotolog, ICQ e das salas de bate-papo. O objetivo de estar ali, confesso, era apenas diversão: postava fotos, acompanhava comunidades, falava com os amigos e conhecia gente nova. O tempo passou e, de user, me tornei produtora de conteúdo.

O mais extraordinário de tudo isso foi acompanhar a evolução desse mundo virtual. Eu pude ver usuários se adaptando às novidades que surgiam, comportamentos sendo moldados, marcas ganhando um lugar ao sol, novas redes surgindo e até outras morrendo (saudades Orkut, inclusive).

Nessa jornada, também pude perceber que, por mais entretenimento, repositório de memes e abrigo de haters que esse mundo possa parecer, a internet é um mar de oportunidades e possibilidades. Uma mídia com alcances inimagináveis para praticar o bem também.

Você mesmo já deve ter visto pessoas se marcando como seguras no Facebook após uma situação de risco ou tragédia pelo mundo, como um terremoto. Vai me dizer que essa não é uma ferramenta incrível quando usada da forma certa?! E o exemplo não precisa ter proporções tão grandes, não. Um youtuber que cria um tutorial para ensinar algo legal já está ajudando o outro.

Empresas, marcas, ONGs e usuários encontram nas redes sociais um espaço propício para a comunicação de campanhas, defesa de causas, inclusão de pessoas e até acolhimento do outro. Nelas, é possível encontrar de tudo: grupos de apoio, comunidades que reúnem pessoas afins, divulgação de petições, uso de hashtags para posicionamento ou adesão a doações, publicação de vagas de empregos, boas práticas de acessibilidade digital, tutorias, dicas e muito mais.

O mais genial é que, para fazer parte de tudo isso, basta dar visibilidade para iniciativas legais, buscar por perfis que divulguem coisas boas por aí, compartilhar amor, se engajar com gente interessada em mudar o mundo e até encabeçar ações e atitudes para promover pequenas transformações, seja no seu círculo de amigos, escola, empresa, bairro ou município.

Então, está esperando o quê? Bora usar as redes para praticar o bem?

*Cris Marques é analista de conteúdo na Espiral Interativa