Espiral apoia a Enfam na construção de uma estratégia transversal de acessibilidade

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Foto de uma sala com um grupo diverso de pessoas sentadas em cadeiras. Na frente do grupo, em pé, está Simone Freire.

A Espiral concluiu um amplo projeto de acessibilidade, diversidade e inclusão com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). Desenvolvido no âmbito do projeto Formação Judicial Qualitativa, uma parceria entre a Escola e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o trabalho teve como objetivo apoiar a instituição na incorporação da acessibilidade às suas diferentes áreas de atuação.

Durante nove meses, nossa equipe analisou ambientes digitais, materiais institucionais e educacionais, fluxos de comunicação, sistemas, práticas pedagógicas, atendimento e outros pontos de contato da Enfam com seus públicos.

O trabalho não ficou restrito à avaliação de sites ou ferramentas. A proposta foi compreender como a acessibilidade estava presente — ou ainda precisava ser incorporada — nas decisões, nos processos e nas relações institucionais.

“Quando uma instituição com a relevância da Enfam incorpora a acessibilidade aos seus processos, materiais, tecnologias e práticas pedagógicas, o impacto não fica restrito à própria Escola. Ele alcança a formação judicial e pode influenciar a relação do Judiciário com toda a sociedade”, afirma Simone Freire, fundadora e diretora da Espiral.

Diagnóstico construído com as equipes

A primeira etapa envolveu escuta, análise documental, reuniões com áreas estratégicas e testes com pessoas com deficiência. Esse processo permitiu identificar barreiras e oportunidades em diferentes dimensões da acessibilidade: digital, comunicacional, atitudinal, pedagógica, tecnológica, programática e de gestão de serviços.

O envolvimento das equipes foi essencial para que o diagnóstico considerasse não apenas os documentos e ambientes disponíveis, mas também a realidade de quem planeja formações, produz materiais, desenvolve sistemas, atende diferentes públicos e toma decisões diariamente.

“O projeto nos permitiu conhecer profundamente a rotina da Enfam e construir recomendações conectadas aos desafios reais da instituição. Não se tratava de entregar uma lista genérica de adequações, mas de compreender como a acessibilidade poderia atravessar a forma como as pessoas aprendem, se comunicam, colaboram e participam institucionalmente”, explica Suzeli Damaceno, consultora e uma das responsáveis técnicas pelo projeto.

Recomendações para orientar a transformação

Com base no diagnóstico, elaboramos recomendações técnicas e um plano de ação para ajudar a Enfam a definir prioridades e incorporar a acessibilidade de maneira mais estruturada.

Entre os aspectos considerados estavam a produção e publicação de documentos, a criação de cursos e materiais educacionais, os processos de inscrição, as plataformas digitais, o atendimento, a contratação de ferramentas e serviços e a participação de pessoas com deficiência nas atividades da Escola.

O projeto foi encerrado com uma série de capacitações presenciais e online, reunindo profissionais de diferentes áreas. Os encontros ajudaram a conectar as recomendações do diagnóstico às situações vividas pelas equipes no dia a dia.

“A acessibilidade não pode aparecer apenas quando uma pessoa encontra uma barreira e pede ajuda. Ela precisa estar presente antes: na definição de um fluxo, na escolha de uma ferramenta, na criação de um curso e na publicação de um documento. Esse foi um dos principais direcionamentos construídos ao longo do projeto”, completa Simone.

Para a Espiral, a experiência reforça que instituições acessíveis não são apenas aquelas que corrigem barreiras. São aquelas que desenvolvem processos, conhecimento e responsabilidades compartilhadas para evitar que novas barreiras sejam criadas.

A sua organização também precisa transformar iniciativas isoladas em uma estratégia de acessibilidade? Entre em contato com a nossa equipe.

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