Projeto da Espiral com a Natura fortalece a acessibilidade em jornadas digitais estratégicas

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Foto de Simone Freire em painel realizado na Natura. Ela está sentada em um palco junto com outras três pessoas e na frente deles há uma plateia.

Durante 12 meses, diagnósticos, formações e orientações envolveram diferentes equipes da marca na construção de experiências mais inclusivas

Como fazer com que a acessibilidade deixe de depender de uma única área ou de uma correção solicitada no final de um projeto? Essa foi uma das questões que orientaram o trabalho desenvolvido pela Espiral com a Natura ao longo de 12 meses.

A iniciativa começou com o diagnóstico de nove jornadas digitais utilizadas por clientes e pessoas consultoras. A partir delas, analisamos como diferentes decisões de conteúdo, design, desenvolvimento e experiência poderiam criar barreiras ou facilitar o acesso aos produtos e serviços da marca.

O projeto envolveu profissionais de comunicação, marketing, produtos digitais, UX/UI, experiência de clientes e desenvolvimento. Essa participação multidisciplinar foi essencial porque uma jornada digital é construída por muitas mãos e a acessibilidade pode ser comprometida em qualquer uma dessas etapas.

“O maior ganho de um trabalho como esse não está apenas nas barreiras identificadas nos diagnósticos. Está na construção de uma responsabilidade compartilhada, para que a acessibilidade passe a fazer parte das decisões tomadas durante todo o desenvolvimento de uma experiência”, explica Simone Freire, fundadora e diretora da Espiral.

Da identificação de barreiras à mudança dos processos

Ao longo do projeto, nossa equipe realizou diagnósticos, uma palestra de conscientização, quatro oficinas técnicas e encontros de orientação com diferentes times.

As atividades foram adaptadas à realidade das áreas participantes, conectando as boas práticas de acessibilidade às decisões tomadas no planejamento, na arquitetura das jornadas, no conteúdo, no design das interfaces, no desenvolvimento e na validação dos produtos.

Esse processo também ajudou a evidenciar um problema recorrente nas organizações: muitas barreiras surgem durante diferentes etapas do projeto, mas só são identificadas na validação final. Nesse momento, a correção costuma exigir mais tempo, gerar retrabalho e aumentar a pressão sobre as equipes.

“Gerenciar uma iniciativa com nove jornadas e tantas áreas diferentes exigiu muita articulação, escuta e adaptação. Cada time tinha responsabilidades, rotinas e níveis de conhecimento distintos. Nosso trabalho foi ajudar a conectar essas partes e mostrar onde a acessibilidade precisava entrar em cada parte do processo”, conta Giovana Villari, gestora de projetos da Espiral.

Acessibilidade como parte da qualidade

Mais do que apresentar critérios técnicos, o projeto buscou apoiar os times da Natura na construção de referências comuns e na compreensão do papel de cada área.

A acessibilidade não pode depender exclusivamente de checklists, normas ou de uma avaliação realizada quando o produto já está pronto. Esses recursos são importantes, mas precisam estar acompanhados de conhecimento, processos bem definidos e acompanhamento contínuo.

Também não basta afirmar que a acessibilidade é responsabilidade de todo mundo. Para que isso aconteça na prática, é necessário definir quem observa cada aspecto, em qual momento e como as decisões serão validadas até que a experiência chegue ao público.

“Quando conteúdo, design, desenvolvimento, produto, experiência e liderança entendem a parte que lhes cabe, a acessibilidade deixa de ser uma demanda isolada e passa a ser um critério de qualidade. Esse é o legado que buscamos construir junto às organizações”, completa Simone.

Ao final dos 12 meses, a Natura contava não apenas com recomendações para as jornadas analisadas, mas também com equipes mais preparadas para considerar a acessibilidade na evolução de seus produtos e experiências digitais.

Sua organização quer incorporar a acessibilidade às decisões de comunicação, marketing e produtos digitais? Converse com a nossa equipe.

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